GABRIEL BULHÕES
  • Advogado Criminalista
  • Vice-Presidente — Comissão Nacional de Investigação Defensiva | CFOAB
  • Presidente — Comissão Nacional de Investigação Defensiva | ABRACRIM
  • Autor: Manual Prático de Investigação Defensiva (2ª ed.)
  • Mestre em Ciências Criminais | PUC/RS — Doutorando
  • Head: Defenda-me | EthosBrasil
CFOAB — PROVIMENTO 188/2018

O direito de investigar

"Investigação defensiva é o conjunto de atividades de natureza investigatória realizadas pelo advogado, com ou sem assistência de outros profissionais, em qualquer fase da persecução penal, com o objetivo de produzir provas e elementos de informação em favor do cliente."

Art. 1º — Provimento 188/2018 CFOAB

Por que a defesa não investiga?

"Não tenho tempo"

A objeção mais comum

Investigação básica de fontes abertas leva menos de 30 minutos. O tempo que você gasta sem ela pode custar o caso.

"Não sei como fazer"

A objeção mais honesta

É exatamente para isso que estamos aqui. Método, ferramentas e prática — tudo nesta aula.

"Meu cliente não pode pagar"

A objeção mais equivocada

OSINT começa com fontes 100% gratuitas. Investigação defensiva não é privilégio — é garantia.

A assimetria que ninguém fala

ACUSAÇÃO

  • Inquérito policial completo
  • Laudos periciais oficiais
  • Relatórios de inteligência
  • Cruzamento de dados automatizado

DEFESA

  • Versão do cliente

Isso não é paridade de armas.

MERCADO JURÍDICO BRASILEIRO
78%

dos escritórios NÃO usam tecnologia jurídica

89,1%

acreditam que deveriam investir mais em tecnologia

Fonte: CESA / Projuris 2022

240.000 advogados criminalistas no Brasil — 20% do mercado total

MÉTODO GB

Investigação Defensiva em 4 Etapas

01Mapeamento Inicial
02Investigação de Fontes Abertas (OSINT)
03Campo, Análise e Cruzamento
04Produção da Prova Defensiva
ETAPA 1

Mapeamento Inicial

Antes de aceitar o caso

Quem é o cliente?

  • Antecedentes criminais
  • Processos em andamento
  • Vínculos e associações
  • Patrimônio declarado

Quem são os outros atores?

  • Vítima: histórico, vínculos
  • Testemunhas: credibilidade
  • Coréus: interesses
  • Policiais: padrão de atuação

Qual é o contexto?

  • Padrão do órgão acusador
  • Precedentes locais
  • Vara e juiz designado
  • Fase processual atual

Tempo estimado: 20 a 60 minutos

ETAPA 2

Investigação de Fontes Abertas

OSINT — Open Source Intelligence

Sobre a vítima

  • Histórico de ocorrências policiais
  • Processos judiciais anteriores
  • Vínculos com a acusação
  • Redes sociais e geolocalização

Sobre testemunhas

  • Credibilidade e histórico
  • Vínculos com vítima ou acusação
  • Geolocalização de publicações
  • Contradições com depoimento

Sobre policiais

  • Processos disciplinares
  • Padrão de atuação documentado
  • Histórico de denúncias
  • Vínculos institucionais

Sobre peritos

  • Histórico profissional
  • Publicações e posições técnicas
  • Vínculos institucionais
  • Laudos anteriores contestados
OSINT — FONTES

O que você pode descobrir

Fontes públicas

  • Tribunais estaduais (TJ)
  • CNJ — Consulta Processual
  • JusBrasil
  • Receita Federal (CPF/CNPJ)
  • Junta Comercial
  • DETRAN

Fontes digitais

  • Redes sociais (busca direta)
  • Google Maps Timeline
  • Google Earth (histórico)
  • Wayback Machine
  • KnightLab StoryMap
  • Metadados EXIF de imagens
rips.ethosbrasil.org

RIPS

Scanner OSINT

CPF → dossiê completo em minutos: dados cadastrais, processos em múltiplos tribunais, redes sociais vinculadas, vínculos, histórico patrimonial

$ rips --cpf [TARGET] --full

Conectando fontes abertas...

✓ Dados cadastrais

✓ Processos judiciais (17 tribunais)

✓ Redes sociais vinculadas

✓ Vínculos e associações

Gerando dossiê PDF...

✓ Relatório gerado — 47 páginas

Demo ao vivo — Bloco 4

ETAPA 3

Campo, Análise e Cruzamento

Campo

  • Testemunhas não ouvidas pela acusação
  • Contradições no local do fato
  • Câmeras, logs, registros de acesso
  • Reconstrução 3D do evento
  • Levantamento topográfico

Análise e Cruzamento

  • Contradições entre depoimentos e dados
  • Vínculos ocultos entre atores
  • Lacunas na cadeia de custódia
  • Análise de metadados digitais
  • Compatibilidade técnica de laudos

Cada diligência deve ser documentada — sem documentação, não é prova

CADEIA DE CUSTÓDIA

A história da prova

Coleta

Identificação

Armazenamento

Análise

Juntada aos autos

Lacunas nessa história são argumentos de nulidade. A defesa que não documenta não tem prova — tem relato.

Art. 158-A ao 158-F CPP — Lei 13.964/2019 (Pacote Anticrime)

defendame.app

Defenda-me

Legal Discovery

📄 Análise de PDF (OCR)

Extração inteligente de texto de documentos digitalizados e manuscritos

📱 Análise de UFDR

Leitura de arquivos de extração forense de dispositivos móveis

📡 Georreferenciamento ERBs

Mapeamento de torres de celular para localização temporal

🎧 Interceptações (Guardião)

Análise e organização de arquivos do sistema Guardião

🔍 Análise Comparativa

Confronto de documentos para identificar alterações e inconsistências

📁 Rastreabilidade

Organização com cadeia de custódia e rastreabilidade de fontes

ETAPA 4

Produção da Prova Defensiva

Documentos

  • Prints autenticados por ata notarial
  • Registros com cadeia de custódia
  • Certidões e declarações oficiais
  • Capturas com hash de integridade

Declarações

  • Depoimentos colhidos pelo advogado (Prov. 188)
  • Declarações de especialistas
  • Testemunhos voluntários documentados
  • Entrevistas com contraditório

Laudos Técnicos

  • Metadados digitais (EXIF, PDF)
  • Engenharia forense
  • Compatibilidade técnica
  • Análise de áudio e vídeo

Código Deontológico de Boas Práticas da ID — ABRACRIM

CASOS PRÁTICOS
CASOS PRÁTICOS
CASOS PRÁTICOS

Nomes e números omitidos por sigilo profissional

CASO 1

A testemunha que estava em dois lugares ao mesmo tempo

O FATO

Policial afirmou em depoimento ter reconhecido o réu às 22h, na zona norte da cidade.

A INVESTIGAÇÃO

Instagram do policial: foto publicada às 21h47, em outro bairro, a 14km do local. Metadados EXIF da imagem confirmaram a geolocalização.

O RESULTADO

Depoimento desmoronou sob contraditório. Cliente absolvido.

Custo: R$ 0  |  Tempo: 45 minutos  |  Ferramentas: gratuitas

CASO 2

O documento que não podia existir

O FATO

Contrato apresentado pela acusação como prova de obrigação não cumprida pelo réu.

A INVESTIGAÇÃO

Metadados do PDF: data de criação 2 anos posterior à data impressa no documento. Software utilizado para criar o arquivo foi lançado após a data alegada.

O RESULTADO

Falsidade documental comprovada. Processo arquivado.

Custo: R$ 0  |  Tempo: 20 minutos  |  Ferramentas: gratuitas

CASO 3

O vínculo que não foi declarado

O FATO

Testemunha afirmou em juízo não ter qualquer vínculo com a vítima.

A INVESTIGAÇÃO

OSINT nas redes sociais: 47 fotos em comum no Facebook, comentários mútuos ao longo de 3 anos, presença no mesmo evento de aniversário.

O RESULTADO

Falso testemunho configurado. Depoimento desconsiderado. Cliente absolvido.

Custo: R$ 0  |  Tempo: 30 minutos  |  Ferramentas: gratuitas

FERRAMENTAS — GRATUITAS

O que você pode usar agora

Processos Judiciais

  • Tribunais estaduais (TJ)
  • CNJ Consulta Processual
  • JusBrasil

Redes Sociais

  • Busca direta + filtros
  • Google Imagens reversa
  • Wayback Machine

Dados Cadastrais

  • Receita Federal
  • Junta Comercial
  • DETRAN

Geolocalização

  • Google Maps Timeline
  • Google Earth
  • KnightLab StoryMap

Metadados

  • ExifTool
  • Jeffrey's Exif Viewer
  • PDF Metadata Analyzer

Requisição Legal

  • LAI (Lei 12.527/2011)
  • Marco Civil da Internet
  • Prov. 188 — entrevistas
FERRAMENTAS ESPECIALIZADAS

Quando a velocidade importa

Prisão em flagrante. Audiência de custódia amanhã. Você tem 2 horas.

RIPS

rips.ethosbrasil.org

Dossiê completo por CPF em minutos. Processos, redes sociais, vínculos, histórico patrimonial. Pronto para os autos.

Defenda-me

defendame.app

Organização, análise forense de arquivos digitais, relatórios com cadeia de custódia prontos para juntada.

DEMO AO VIVO
> Iniciando consulta RIPS...
> CPF: [DEMO]
> Buscando fontes abertas...
> Cruzando dados...
> Gerando dossiê...

Acompanhe ao vivo — rips.ethosbrasil.org

LIMITES — PROVIMENTO 188

O que você pode e não pode fazer

✓ PODE

  • Consultar fontes públicas abertas
  • Entrevistar testemunhas voluntárias
  • Contratar investigadores habilitados
  • Requerer documentos via LAI
  • Produzir laudos técnicos
  • Colher depoimentos com autorização

✗ NÃO PODE

  • Acessar sistemas privados sem autorização
  • Usar dados obtidos por meios ilícitos
  • Violar sigilo de comunicações
  • Coagir ou pressionar testemunhas
  • Adulterar ou fabricar provas
  • Suborno ou promessa de vantagem

Regra de ouro: se você não consegue explicar ao juiz por que é relevante, não use.

LGPD — LEI 13.709/2018

Dados pessoais na investigação defensiva

Finalidade

Usar os dados coletados apenas para a defesa do cliente. Não compartilhar, não reutilizar para outros fins.

Necessidade

Coletar apenas o que é relevante para o caso. Dados desnecessários criam responsabilidade sem benefício.

Responsabilidade

Tratar com segurança, armazenar adequadamente, não compartilhar além do necessário. Você é responsável pelo que coleta.

Atividade legítima — mas com responsabilidade proporcional

O que muda quando você investiga

A conversa com o cliente muda.
Você faz as perguntas certas. Ele percebe que tem um defensor, não um despachante.
A conversa com o promotor muda.
Você chega com dados, não com súplica. A negociação tem outro peso.
A conversa com o juiz muda.
Você apresenta prova, não versão. O contraditório é real.
O resultado muda.

Investigação defensiva não é diferencial competitivo.

É obrigação ética.

O réu tem direito a uma defesa que investiga. Que questiona. Que não aceita a versão da acusação como verdade absoluta.

Defesa sem investigação não é defesa. É teatro.

GABRIEL BULHÕES
WHATSAPP

(84) 98164-1881

EMAIL

contato@gabrielbulhoes.com.br

SITES

gabrielbulhoes.com.br
defendame.app
rips.ethosbrasil.org

INSTAGRAM

@gabrielbulhoesnd
@defenda_me
@ethosbrasil_org

QR Code

Investigar é defender. Defender é investigar.